Mini Open na escola Antônio Carlos, Domingo. Valendo Rating!
"Se a lógica é uma ciência que se ocupa com as leis do raciocínio, o xadrez é uma arte que reflete o lado lógico do raciocínio numa demonstração concreta, visível."
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segunda-feira, 11 de maio de 2009

terça-feira, 17 de junho de 2008

Ataque Greco

1. e4 e5 2. Nf3 Nc6 3. Bc4 Bc5 4. c3 Nf6 5. d4 exd4 6. cxd4 Bb4+ 7. Nc3 Nxe4 8. O-O Nxc3 9. bxc3 Bxc3+ (Diagrama 1)


Diagrama 1

Refutação: 9... d5! e desaparece o Ataque Greco.

10. Qb3 Bxa1 11. Bxf7+ Kf8 12. Bg5 Ne7 (Diagrama 2)


Diagrama 2

Se 12... Nxd4 segue 13. Qa3+ Kxf7 14. Ne5+ Ke6 15. Bxd8 Rxd8 16. Rxa1 d6 17. Nf3 Nxf3+ 18. Qxf3 c5 etc.

13. Ne5 d5 14. Qf3 Bf5 15. Be6 g6 16. Bh6+ Ke8 17. Bf7# (Diagrama 3)


Diagrama 3

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Vencendo o relógio

Saber lidar com o relógio é importante nos torneios pelo sistema suíço, não só pelo fato do limite de tempo ser um tanto curto, como também por causa da prática, comum nos eventos, de decidir os últimos lances com um final relâmpago; depois de quatro horas mais ou menos, a partida tem de terminar com dez ou quinze minutos no relógio de cada jogador. Se você tiver uma tendência a ser pressionado pelo tempo, eis algumas técnicas que podem auxiliá-lo:

1. Nas partidas de menor importância, coloque o relógio em primeiro plano em relação à qualidade do jogo: tente desenvolver um mecanismo de controle interno que o impeça de pensar em demasia em um único lance e o mantenha atento ao andamento do relógio.

2. Se você não conseguir escolher um plano, ou estiver pressionado pelo tempo, ou se sua mente ficar bloqueada por um lance inesperado, concentre-se em melhorar a posição da peça que está na pior colocação.

3. Se você tiver a chance de repetir lances uma ou duas vezes durante a partida, antes de começar a pressão do tempo, faça-o – mas certifique-se de que conhece bem a regra da tripla repetição.

4. Evite o cálculo repetido da mesma linha de jogo – depois de duas ou três tentativas, admita que não conseguirá encontrar melhoras significativas.

5. Utilize o tempo de seu adversário para acompanhar a estratégia geral, e seu tempo para as variantes concretas.

6. Olhe para o relógio quando for a vez do adversário jogar, não a sua.

7. Se a posição estiver complicada e você não tiver tempo suficiente para analisá-la, execute simplesmente o melhor lance segundo os princípios gerais.

8. Faça abreviações ao invés de anotar os lances – isso economizará segundos preciosos, embora você deva escrever o jogo corretamente assim que os problemas com o relógio terminarem.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Regra do quadrado

Constrói-se um quadrado imaginário sobre o tabuleiro, tendo por lado a distância que vai do Peão até a oitava horizontal, isto é, até o fim de sua coluna (Diagrama 1).


Diagrama 1

Surge daí três hipóteses:

1 – O Rei preto está dentro do quadrado; o lance pertence ao Peão. O Rei preto alcança-o, e, contudo, captura-o em seguida.

2 – O Rei preto está fora do quadrado; o lance é ainda do Peão. O Rei preto, aqui, não alcança o Peão. Temos, conseqüentemente, promoção do Peão.

3 – O Rei preto está fora do quadrado, porém seu é o lance. Penetrando no quadrado, em b5, ganhará o Peão.

Esclareçamos: quando as Brancas jogam, estando o Rei preto situado fora do quadrado, o avanço do Peão determinará um quadrado, cujo lado estaria formado de três casas. Nestas condições, o Rei preto não alcançará o Peão. Este, portanto, será coroado.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Mates elementares

Qual é o material mínimo exigido para se dar mate ao Rei desacompanhado de suas peças?
Sabemos que o Rei, no meio do tabuleiro, pode ocupar oito casas; em casa marginal, cinco, e, nas casas angulares, somente três casas. Esta última posição, naturalmente, é a posição mais desfavorável possível.
Ocupando casa angular, o Rei levará mate se o adversário dominar as três casas que lhe restam e a própria casa angular em que é colocado; ao todo, quatro casas. Dessas quatro casas, duas serão dominadas pelo Rei adversário.
No diagrama 1, vemos que o Rei preto está em sua casa desfavorável e, das três que lhe restam, duas estão dominadas pelo Rei branco.


Digrama 1

O mate não poderá ser dado com um Bispo, ou então com o Cavalo somente; essas peças dando xeque ao Rei dominarão, é verdade, mais uma casa; contudo, não pode, cada uma, isoladamente, dominar a casas de escape b8 do Rei preto. Logo, não há mate.

Com dois Bispos (Diagrama 2) o mate já é possível; um deles dá o xeque e o outro impede a fuga do Rei.


Diagrama 2

Com dois cavalos (Diagrama 3) o mate é igualmente realizável; um deles dá xeque e o outro impede a fuga.


Diagrama 3

Bispo e Cavalo (Diagrama 4) dão mate de igual maneira.


Diagrama 4

No final com dois Bispos, ou Bispo e Cavalo, o mate é forçado contra as melhores jogadas do lado contrário; com dois Cavalos pode-se constituir uma posição de mate, apenas tendo a colaboração do adversário. Assim, analisando-se o Diagrama 3, é claro que o último lance das Brancas foi Nc2 mate. Forçosamente, o Rei preto, antes de se dirigir à casa a1, seu último lance, estaria em b1, onde recebeu o xeque do Cavalo colocado em d2. Sua melhor jogada, Kc1, não foi realizada. Logo, mate com dois Cavalos, só existe, quando o adversário não efetua as melhores jogadas. Não é, pois, um mate forçado.

Já vimos que o Rei branco em b6 domina duas casas das quatro que devemos dominar, quando o Rei preto está em a8 (Diagrama 1). As duas restantes podem ser também controladas com Dama e Torre (Diagrama 5 e 6).


Diagrama 5


Diagrama 6

E isso é claro, porque as duas casas que devem ser dominadas se localizam sobre a mesma horizontal, uma das vias de mobilidade da Dama e das Torres.

Para se praticar o mate ao Rei preto situado em casa marginal (Diagrama 7), mister se faz dominarmos as cinco casas de que ele dispõe e mais a casa que ocupa, isto é, seis ao todo.


Diagrama 7

Ora, o Rei branco pode dominar três casas e as restantes serão dominadas por uma Dama ou por uma Torre, como nos Diagramas 5 e 6, respectivamente, desde que essas casas se encontram sobre a mesma horizontal.

Com o Rei preto no meio do tabuleiro, nove casas devem ser dominadas: oito, de movimentos do Rei e mais uma ocupada por essa peça. O Rei branco domina três, como no exemplo anterior; as seis casas restantes se encontram em duas horizontais vizinhas. Por ai se vê que o mate ao Rei colocado no meio do tabuleiro requer mais peças (duas Torres, ou Torre e Dama).